Câmara de Taboão da Serra abre CPI para investigar cancelamento de dívidas
sexta-feira, 6 de maio de 2011Por unamidade, todos os dez vereadores presentes na Câmara Municipal de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, aprovaram, na tarde desta sexta-feira (6), a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar um suposto esquema de corrupção na prefeitura, em que funcionários da prefeitura cobravam propina em troca do cancelamento de dívidas como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto Sobre Serviços).
Os integrantes que coordenarão da CPI devem ser escolhidos em breve. Por volta das 16h, o presidente Casa, José Macário (PT), impôs um breve recesso para nomear os integrantes.
Na noite da terça-feira (3), três vereadores foram presos suspeitos de envolvimento no caso. Na quarta-feira (4), outras três pessoas foram detidas, sendo um fornecedor e dois funcionários municipais. Todos os dez parlamentares restantes estiveram presentes na sessão desta sexta-feira, que começou por volta das 14h30. Cerca de 60 pessoas acompanham a sessão.
Valdevan Noventa (PDT) usou a tribuna para criticar a atuação da polícia durante a ação que prendeu os três vereadores. Segundo ele, a instituição teria usado de força desproporcional.
– Entraram nessa casa com fuzis, como se fossem bandidos.
Já o vereador Olivio Nobrega (PR), ampliou as acuações do esquema, afirmando que haveria participação de jornalistas no suposto esquema de corrupção. Nobrega, assim como a maioria dos vereadores, se dispôs a participar da CPI.
Investigação
As investigações contra os vereadores começaram há dois meses, depois da prisão de um funcionário municipal. Ele era o responsável por receber a propina e cancelar dívidas dos impostos. A polícia diz acreditar que cerca de 200 pessoas se beneficiaram do esquema de corrupção.
De acordo com as informações da polícia, o grupo exigia 30% do valor devido aos cofres públicos para retirar o nome do devedor do cadastro e sumir com as informações sobre a dívida. Só neste ano, a polícia encontrou indícios de que o bando teria recebido propinas no valor de R$ 1 milhão.
Os suspeitos podem ser denunciados por peculato e formação de quadrilha.
Fonte: R7
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